| Origem.
A necessidade é a mãe da invenção. Quando cheguei em Muriaé, no ano 1991, andando pelo bairro Santa Terezinha, fiquei chocado com a situação precária de muitas famílias pobres, morando em barracos nos fundos de quintais e, pior, pagando um aluguel absurdo, normalmente a metade do salário mínimo. E assim nasceu a idéia de construir, junto com os moradores, casas populares. Gastei as solas do sapato, andando pelas repartições públicas, para conseguir um terreno, por sinal muito acidentado, porém, anexo a um bairro existente, MARAMBAIA, de modo que a urbanização não seria problema: era só estender a rede de luz, água e esgoto. |
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| Janeiro de 1992
Num terreno muito acidentado, cedido pela Prefeitura municipal, estão sendo construídas, em regime de mutirão, as primeiras casas populares. |
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| Em janeiro de 1992 iniciamos a obra com uma verba da Holanda, pois a idéia era mostrar, antes de pedir ajuda à comunidade, que o projeto era viável. Ver para crer. Felizmente tudo correu bem. |
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| As primeiras 10 casas foram
entregues em abril 1992 |
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| No final de abril as primeiras dez casas-embrião estavam prontas e foram sorteadas entre as dez famílias que tinham participado do mutirão cada fim de semana. O maior desafio: conseguir terreno Incrível que pareça o maior problema nestes quase dez anos do projeto era a falta de terreno. O Brasil é um continente, mas falta lugar para a construção de moradias populares. É o ``problema da terra`` na área urbana. |
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| Marambaia em 1993 Por duas vezes as Obras Sociais tiveram de comprar terreno | ||
| Os primeiros 32 lotes a Prefeitura cedeu. Depois por duas vezes as Obras Socais Pró-Moradia foram obrigadas a comprar terreno. A primeira vez uma área de 3 hectares, anexa a Marambaia, por um preço de U$ 5.000,- , preço justo e pago com uma verba do então Deputado Estadual Paulo Carvalho. Um ano e pouco depois tivemos de comprar outra vez terreno, mais ou menos do mesmo tamanho, mas aí tivemos de pagar um preço de extorsão: U$ 20.000,- O Prefeito se omitiu e não pressionou o proprietário a baixar o preço. Quem nos salvou foi o Danilo de Castro, na época Presidente da Caixa Econômica, que conseguiu uma doação de 15 mil dólares da SASSE (Seguradora da CEF) | ||
| 1998: O bairro Marambaia está totalmente ocupado | |
| Marambaia estava quase totalmente ocupado, quando o Prefeito Paulo Carvalho, no ano 1995, nos doou 200 lotes no outro extremo da cidade, no bairro São Joaquim. Portanto a continuação do projeto estava de novo garantida. | |
| S.Joaquim: terreno doado pela Prefeitura e praticamente ocupado (1998) | |
No final de 1999 as Obras Sociais tiveram sorte. Junto com um casal holandês conseguimos comprar oito alqueires de terra, o sítio Vale Verde, separado de Marambaia por um valão e pelo ribeirão do Caulim. Não foi fácil, mas construímos uma galeria de 30 metros de extensão e o Grupo Líder graciosamente aterrou o valão com suas máquinas, deslocando centenas de metros cúbicos de terra. As Obras Sociais dispõem agora para os próximos dez anos de terreno. Será o bairro Vale Verde. |
| O bairro Vale Verde: terreno para os próximos 10 anos. 19-03-2001
O Grupo Líder executou o serviço de aterro. |
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Um projeto dirigido à criança carente. A primeira vítima da pobreza é a criança. Por isso o projeto ``Mutirão de casa popular`` se dirige em especial às crianças carentes. Somente famílias pobres com filhos menores podem entrar no projeto. |
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| As famílias são acompanhadas de perto por uma assistente social das Obras Sociais com o objetivo de garantir um futuro melhor para as crianças. Além da Pastoral da Criança, que atende mães gestantes e crianças até 5 anos de idade, há toda uma estrutura que favoreça uma infância feliz. Em Marambaia as Obras Sociais mantêm há cinco anos um ensino pré-escolar; abriram um parque infantil e ainda uma quadra de esporte. | ||
| O parque infantil do Marambaia. Criança feliz será, quando adulto ou adulta, gente de bem. | ||
| À conta do contrato de comodato que os moradores assinam antes de receberem a chave de sua casa, as crianças devem freqüentar a escola e não devem perambular no centro da cidade, pedindo esmola. Crianças do projeto não serão crianças de rua. Antes prevenir do que curar. E imaginem, já moram mais de mil crianças no projeto. | ||
| As Obras Sociais abriram, por conta própria, uma sala de ensino pré-escolar. | ||
| Quanto aos recursos financeiros, as Obras Sociais Pró-Moradia nunca fizeram uma campanha para arrecadar dinheiro. No correr do tempo muito mais de uma centena de doadores contribuíram espontaneamente com US$ 500,- (na época da inflação galopante) ou com R$ 500,- Atualmente pedimos aos doadores de uma casa entre 600 e 1000 reais. |
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| A rua Monte
Alegre no bairro Vale Verde. |
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Porém, grande parte dos recursos veio do exterior: da Holanda, da Alemanha e até da Suíça. A última grande doação no valor de 40.000,- dólares veio no ano 2003 da FUNDAÇÃO ROTÁRIA, através de um convênio entre o Clube Rotary Norte de Muriaé e de um Clube Rotary em Breda-Holanda |
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